domingo, 12 de fevereiro de 2017

em florianópolis capital rola de pegar carona pra ir de algum bairro pra outro [é restrito, não é pra toda parte]. isso é legal, né? uma capital com essa coisa good vibe e ao mesmo tempo beat. lindeza. ultimamente, tenho saído do bairro onde tou pra onde devo ir com essas caronas. 20 minutos pro que seriam quase 40 no busão, e ainda rola de encontrar uma carona que tá escutando isso aqui, ó:
firmeza, né? a ilha fede e cheira bem ao mesmo tempo. amo esse lugar também.
não sei, lendo um artigo desses de facebook gourmet, fiquei sabendo que mais gente sente umas coisas como eu [o tão falado eu]. como é pra vocÊs? me siento totalmente absrvido por essa máquina aqui. tipo um truque chamado facetruque. a gente nem sabe mais a veracidade os fatos!
diante dessa paçoca toda, me sinto como um ser fora do tempo. nem no passado, nem no futuro, muito menos no aqui. é uma sensãção de não-lugar, mas não o não-lugar da gente marginalizada, é um nã0-lugar de flutuar. é quase como se o corpo não fosse corpo mais. como se restasse solamente o globo ocular e a tela. a tela azucrinada pela timeline. mil trechos e mil coisas lidos e nada fica, tudo passa.
é isso e repito, um ser que não tá aqui no presente, não tá lá no futuro e nem aqui no agora. uma doidera!
aposto que cê sente isso.
daí sinto uma irresistível vontade de dadaízar todo e qualqwer discurso. sinto como se tivesse armando uma vendetta que parte da inutilidade. ser inútil é resistir?
é isso e reputo, uma desordem caótica de tudo por conta dessa joça de vida virtual.
to meditando como remédio já que o estrago já tá feito. aceita se quiser, beibe. enfim, esse é meu discurso do eu de hoje. buenas!
uma das soluções pra artista pro contemporÂneo? Passar o chapéu, óbvio!
sem sombras não há profundidade
A vida também é um doce.
olhe só pra estas paredes,
não são a expressão das divindades que nos espreitam?
https://www.youtube.com/watch?v=dTrF8XWpcBA
pra ver a qualquer hora. quando o desejo de estrada te acometer. quando as paredes do teu quarto não te suportarem mais mandando-lhe ir à alhures, lembra, há gente boa no mundo. mesmo que a dúvida devido a falta de dinheiro te comova, vá para a estrada e saiba que o doce que saboreias agora é o mesmo veneno que te matará um pouco amanhã. destrone kerouac e fique somente com a intenção da estrada. saudações de verão.
Não sou Ninguém! Quem és tu?
Também – tu não és – Ninguém?
Somos um par – nada digas!
Banir-nos-iam – não sabes?
Mas que horrível – ser-se – Alguém!
Uma Rã que o dia todo –
Coaxa em público o nome
Para quem a admira – o Lodo.
Emily Dickson (1830 - 1886)

domingo, 28 de agosto de 2016

Não existe saudade que dure dolorida. Tendo o pé na estrada e a vida chacoalhada por chegadas e partidas, dançamos o flerte entre o olhar e a paisagem que vai passando. Os dias estão para para-brisas, blusas de lã e carinhos reencontrados nas sombras da cidade.
Agora a saudade é doce e pede um balão para flutuar.

Ouro Preto, 28 de agosto de 2013

quinta-feira, 3 de março de 2016

nº 01 / 2016

O digito pouco verossímil
é o tato impermeável,
o fluxo fastiado de ver
a tela

o papel é a face.
risco de ser retalho e rabisco
rosa prima do rastro de quem está
com as mãos prontas para encarar
o suor de se reinventar
sem um delete ou excluir-se

soçobrar-se em tintas e sonhos
delirar até que os dedos sejam vivos,
vorazes e acabem abocanhando a carne
do instante

sonho
se sonho

gozo
seu gozo

corro
e não me basto de ser bastardo
nos negócios,
filho do ócio e da sanha do mundo.

finco
e não fujo.

fujo não

viagem sempre foi o mote
a rua sempre foi a sorte
o sonho sempre foi o cio
o tempo sempre foi espera
silêncio, grito e loucura.
elmos, lixos e luxúria
sacos, olhos e espadas
saem as lágrimas, soam os sinos
sacodem os egos
cisma! divisão e o passo seguinte
é o inicio do espaço.
olhos corroem, bocas difamam
e o sonho é fernando pessoa
manoel de barros
e o poeta da praça.
quem sabe de tudo? nada
quem fala de tudo? nada
quem cuida de tudo? nada
deus é pouco pra quem quer o muito!
adeus!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

das derivas
dos colapsos e retiros

sei que não há uma verdade

sei que o limite entre tudo é pouco

é certo que quero nisso
o tudo
que vem para amar
para equilibrar
para sentir
com toda força

são perdições
são só
só não ando sabendo como escolher
por amor
por verdade
por olhar

são colapsos
que não posso
dize-los
em uma só linha
coerente

aparentemente
nada disso é verdade
mesmo que virtual
e num contexto
tolo

é sucumbir
ao esquema
da força de ser
visto
enquanto cai

sendo canalha
e fogo de palha
também

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

epifanias fascistas
pretendem ser libertas,
escondem-se em discursos bondosos,
revolucionários.
cuidado.

abre o ouvido,
amigo re-produto
que não há mecanismo instantâneo
para tanta dor
eterna.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011