https://www.youtube.com/watch?v=dTrF8XWpcBA
pra ver a qualquer hora. quando o desejo de estrada te acometer. quando as paredes do teu quarto não te suportarem mais mandando-lhe ir à alhures, lembra, há gente boa no mundo. mesmo que a dúvida devido a falta de dinheiro te comova, vá para a estrada e saiba que o doce que saboreias agora é o mesmo veneno que te matará um pouco amanhã. destrone kerouac e fique somente com a intenção da estrada. saudações de verão.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
domingo, 28 de agosto de 2016
Não existe saudade que dure dolorida. Tendo o pé na estrada e a vida chacoalhada por chegadas e partidas, dançamos o flerte entre o olhar e a paisagem que vai passando. Os dias estão para para-brisas, blusas de lã e carinhos reencontrados nas sombras da cidade.
Agora a saudade é doce e pede um balão para flutuar.
Ouro Preto, 28 de agosto de 2013
quinta-feira, 3 de março de 2016
nº 01 / 2016
O digito pouco verossímil
é o tato impermeável,
o fluxo fastiado de ver
a tela
o papel é a face.
risco de ser retalho e rabisco
rosa prima do rastro de quem está
com as mãos prontas para encarar
o suor de se reinventar
sem um delete ou excluir-se
soçobrar-se em tintas e sonhos
delirar até que os dedos sejam vivos,
vorazes e acabem abocanhando a carne
do instante
sonho
se sonho
gozo
seu gozo
corro
e não me basto de ser bastardo
nos negócios,
filho do ócio e da sanha do mundo.
finco
e não fujo.
fujo não
O digito pouco verossímil
é o tato impermeável,
o fluxo fastiado de ver
a tela
o papel é a face.
risco de ser retalho e rabisco
rosa prima do rastro de quem está
com as mãos prontas para encarar
o suor de se reinventar
sem um delete ou excluir-se
soçobrar-se em tintas e sonhos
delirar até que os dedos sejam vivos,
vorazes e acabem abocanhando a carne
do instante
sonho
se sonho
gozo
seu gozo
corro
e não me basto de ser bastardo
nos negócios,
filho do ócio e da sanha do mundo.
finco
e não fujo.
fujo não
viagem sempre foi o mote
a rua sempre foi a sorte
o sonho sempre foi o cio
o tempo sempre foi espera
silêncio, grito e loucura.
a rua sempre foi a sorte
o sonho sempre foi o cio
o tempo sempre foi espera
silêncio, grito e loucura.
elmos, lixos e luxúria
sacos, olhos e espadas
sacos, olhos e espadas
saem as lágrimas, soam os sinos
sacodem os egos
sacodem os egos
cisma! divisão e o passo seguinte
é o inicio do espaço.
é o inicio do espaço.
olhos corroem, bocas difamam
e o sonho é fernando pessoa
manoel de barros
e o poeta da praça.
e o sonho é fernando pessoa
manoel de barros
e o poeta da praça.
quem sabe de tudo? nada
quem fala de tudo? nada
quem cuida de tudo? nada
quem fala de tudo? nada
quem cuida de tudo? nada
deus é pouco pra quem quer o muito!
adeus!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
das derivas
dos colapsos e retiros
sei que não há uma verdade
sei que o limite entre tudo é pouco
é certo que quero nisso
o tudo
que vem para amar
para equilibrar
para sentir
com toda força
são perdições
são só
só não ando sabendo como escolher
por amor
por verdade
por olhar
são colapsos
que não posso
dize-los
em uma só linha
coerente
aparentemente
nada disso é verdade
mesmo que virtual
e num contexto
tolo
é sucumbir
ao esquema
da força de ser
visto
enquanto cai
sendo canalha
e fogo de palha
também
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Uma forma de protesto, de grito e aproximação. É aqui nessa casa cheia de acordes, acordos e desassossego que a incompreensão, os desejos [e seus desejados], os mergulhos e tudo quanto há de incerteza, melancolia, descompasso e obscuridade se remediam, colapsam e viram música.
Movimenta e bole com o tempo.
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